História

Surgido oficialmente em 1970, o Madrigal Revivis trazia, na sua formação a ideia clara do grupo independente e pequeno, condizente com o nome de Madrigal. Essa formação garantia a independência e a autonomia dos cantores, o que se estendia às ações do próprio grupo, não somente quanto à seleção do repertório e do próprio regente – dentre estes, nomes como Lutero Rodrigues e Marcos Pupo Nogueira -, mas também à escolha dos locais de apresentação.

Autores renascentistas como Orlando di Lasso, Arcadelt, Palestrina e Monteverdi foram interpretados desde a sua formação. Posteriormente, foram também incorporadas peças de autores contemporâneos como Paul Hindemith e Igor Strawinsky, seguido de obras de compositores brasileiros contemporâneos eruditos, como Villa-Lobos, Gilberto Mendes, Osvaldo Lacerda, Cláudio Santoro, entre outros, abrindo caminho, em 1983, para a inserção de arranjos de compositores populares como Caetano Veloso e Beatles. Naquele ano, curiosamente, ocorreu a fundação do Coral da USP – Ribeirão Preto, entidade que a partir de 1989 acolheu o Madrigal Revivis.

Com regência e direção artística do maestro Sergio Alberto-de-Oliveira desde 1988 e inserido a partir do ano seguinte no contexto universitário e de caráter público, o Madrigal modificou o seu perfil, transformando-se num grupo maior e com responsabilidades institucionais, inclusive quanto à forma de ingresso de novos integrantes, ampliando seu repertório, atingindo um público mais variado e realizando diversos projetos especiais com apoio da universidade, tais como “Canções de Amor”, unindo músicas populares e do renascimento. Entre participações vitoriosas em concursos e apresentações em importantes encontros corais dentro e fora do país, o Madrigal Revivis apresentou-se em festivais nacionais e em inúmeros concertos em São Paulo – capital e interior – e outros estados. Num crescendo de premiações, conquistou o 1º lugar no Mapa Cultural Paulista/99 – projetos da Secretaria de Estado da Cultura – representando a Região Nordeste do Estado, tendo em 2000 realizado uma turnê por 10 cidades de São Paulo e participado do Encontro Internacional de Coros de Córdoba (Argentina) com estrondoso sucesso. Em 2002 foi um dos grupos convidados do IX Encontro Internacional de Corais de Cabo Frio, um dos mais importantes encontros corais do país. Gravou em 2003, pela TV USP, o espetáculo “Ode a Zumbi, Comandante Guerreiro”, transmitido como Especial de Ano Novo 2004 pela TV Universitária de São Paulo. Produziu o espetáculo Café Ópera Coral de Mário de Andrade musicado especialmente para o grupo.

Em 2014 iniciou uma nova fase, com projetos mais densos, audições para entrada no grupo e parcerias artísticas, finalizando em 2015 com a obra de Mozart – Missa da Coroação KV 317 em Dó Maior, tendo como solistas Bruno de Sá, Cristina Modé, Jean William e Davide Rocca. Agnus Dei de Samuel Barber e To the Mothers in Brazil: Salve Regina de Lars Jansson e Gunnar Eriksson compuseram o programa da finalização deste projeto.

Em 2016 inicia o novo projeto, Madrigal Canta Fauré, com a Missa de Requiem, Op. 48, encabeçando o programa.


Tais atividades, assim como o fato de importantes nomes da música de Ribeirão Preto terem integrado o Revivis desde o seu início, mantiveram o renome do grupo na história da cidade e fizeram com que, apesar do seu tamanho atual, o grupo mantivesse sempre o nome de Madrigal. Ribeirão Preto e região orgulham-se de sua trajetória, tanto pela pura vitória de sua longa existência, como pelo crescente reconhecimento de um trabalho criterioso, sensível e sofisticado.